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13 – Definitivamente são eles!

Em sua visão, Zorg estava na província Leão Azure quatro dias a frente do dia atual. Ele estava diferente do “ele” de agora, em seu corpo não havia nenhum sinal de refinamento, ele continuava o mesmo jovem fraco que era antes, seus cabelos eram compridos até a cintura e de cor castanho escuro, e além disso, seus olhos de mesma cor, expressavam uma serenidade e profundidade, que dava a qualquer um que o olhasse, o sentimento de que mesmo sem fazer nada, ele pensava em tudo e a todo o momento. Ele vestia uma túnica amarela casual e uma capa branca por cima. Na capa estava escrito, Zorgnatron 4º Élder no Comando.

Uma multidão estava reunida na praça, um palco foi erguido de última hora por ordens do patriarca. Haviam três pessoas sobre o palco, um rapaz robusto e musculoso que aparentava ter seus dezessete anos, uma garota muito bonita que parecia ser um pouco mais velha que o rapaz, e o patriarca. Tão fervoroso como sempre, ele estava fazendo o seu discurso, os dois irmãos seriam executados em praça pública pelo crime de espionagem e tentativa de assassinato.

— NÃO SOMOS ESPIÕES! NÓS VIEMOS RESGATAR NOSSA IRMÃZIN…

  • Pow * * Pow * * Páá *

  • AAAARRRRGGGGHHHH! *

— Cale a boca vadia, não importa o quanto você minta, nada do que você disser poderá te livrar da morte. — Disse o Patriarca enquanto desferia dois socos no estômago da garota e um tapa em seu rosto.

— Seu desgraçado! Eu juro… — O jovem rapaz faz uma pequena pausa para se conter, seu corpo tremia violentamente devido ao forte ódio que ele estava sentindo. — Eu juro por tudo o que é mais sagrado, se houver vida após a morte, eu vou voltar e te matar. Seja no céu ou seja no inferno, eu vou te buscar. — Disse o jovem olhando no fundo dos olhos do patriarca sem ao menos piscar.

— Todo o corpo do patriarca começou a transpirar, por algum motivo ele sentiu medo. Um garoto de apenas dezessete anos prestes a ser enforcado, conseguiu plantar o medo dentro do coração de um ancião de cento e três anos.

O Patriarca perde o controle e imediatamente arranca um dos braços do garoto batendo em sua cabeça com seu próprio braço como se aquele braço fosse um martelo e sua cabeça fosse um prego. Logo, todo o seu rosto estava desfigurado e mole, seu crânio e cérebro haviam virado pasta. Em seguida ele retirou uma espada de seu anel de fissura e partiu o corpo da garota ao meio da esquerda para direita em diagonal. Em um piscar de olhos, os dois estavam mortos.

— Quanta crueldade. — Disse Zorg enquanto virava as costas e ia embora.

Tudo fica escuro, e Zorg começa a ouvir mais uma vez a mesma voz etérea e profunda de uma mulher.

Salve-os… Zorgnatron…

— Zorg, Zorg, você está bem? — Perguntou Azemir.

— Urgh… sim, estou bem. — Disse Zorg.

— O que aconteceu com você? Você teve outra visão? — Perguntou Agláxis.

— Pior que tive. — Disse Zorg enquanto chacoalhava a cabeça e se levantava.

— E o que foi dessa vez filho? — Perguntou Zafiryel.

— Daqui a quatro dias o patriarca irá executar dois irmãos em praça pública pelo crime de espionagem e tentativa de assassinato, e por algum motivo temos que salva-los. — Disse Zorg pensativo.

— (Viu o futuro é? Humm, será que são aqueles dois? Momento oportuno… Pelo visto agora não era a hora para o que eu ia falar.) — Pensou Popurou enquanto voltava para o núcleo da alma de Zorg.

— Como assim salva-los? É do Patriarca que estamos falando. — Disse Agláxis.

— Isso não importa, por um acaso o Patriarca é algum tipo de deus? Mesmo se o próprio Imperador estiver em nosso caminho, nós iremos salva-los. — Disse Azemir de forma destemida.

— O pai tem razão. Não podemos negar o fato de que quando aquela voz misteriosa me mandou estudar o seu pergaminho de treinamento, ela sabia que eu seria capaz de manipular o Shakti, mesmo quando nem eu acreditava ser possível.

— Você disse quatro dias, é um prazo muito curto. Chegaremos apenas com doze horas de vantagem. — Comentou Zafiryel.

— Agiremos conforme a situação, se tivermos a oportunidade de resgata-los sem sermos notados será ótimo. Mas se não houver outra escolha, faremos da praça um local de batalha. — Disse Azemir enquanto se prepara para partir.

— (Ai, você fica tão gostoso falando deste jeito.) — Pensou Zafiryel enquanto mordia os lábios olhando para Azemir .

— Certo, então vamos. — Disse Zorg.

Tendo tudo decidido e com um curto prazo a cumprir, todos partem às pressas. Durante a viagem, Zorg contou detalhadamente tudo o que havia em sua visão, detalhe por detalhe. Viajando constantemente sem diminuir o ritmo, toda a viagem levou 3 dias e onze horas, apenas uma hora a menos que o previsto, tendo chegado pouco depois do pôr do sol do terceiro dia.

Assim que chegou, Azemir foi espreitar os arredores da mansão do Patriarca a fim de encontrar alguma pista sobre os irmãos. Mas foi tudo em vão, o Patriarca agia como se fosse apenas mais um dia como qualquer outro, e os guardas não comentavam nada a respeito, tudo estava muito estranho.

Por um momento, Azemir pensou em entrar e conversar despistadamente com o Patriarca e ver se conseguia alguma informação, mas como ninguém sabe de sua chegada, ele não queria perder o elemento surpresa. Então ele voltou para sua casa e começou a pensar em um novo plano.

— E então marido, conseguiu alguma coisa?

— Nada, ele está agindo muito naturalmente como se hoje fosse apenas mais um dia qualquer. Só consigo pensar em duas coisas. Ou eles não foram pegos ainda, ou eles foram levados para outro lugar e serão trazidos amanhã para a praça central. Eu poderia continuar investigando e procurar em outros lugares, mas eu acho melhor trabalharmos em cima daquilo que temos certeza e nos prepararmos para amanhã.

— Vai ser melhor mesmo, assim pelo menos não corremos o risco de sermos descobertos antes da hora. — Disse Agláxis.

— Então eu irei fazer algumas pílulas para nós, iremos precisar amanhã. — Disse Zorg enquanto se retirava.

Amanheceu o dia, tão cedo quanto o nascer do sol, todos os três estavam na praça central. Um palco estava erguido no centro da praça e pessoas de vários lugares começaram a se reunir.

Mas algo estava estranho, o clima das pessoas não era o de quem estava se preparando para assistir uma execução, e sim como se estivessem chegando para assistir algum tipo de evento. Além disso, atrás do palco haviam três grandes carruagens de transporte coletivo, cada carruagem tinha capacidade para mais ou menos vinte pessoas, elas eram negras com detalhes vermelhos. Sobre elas havia uma placa com os seguintes dizeres:

Guilda de escravos: Marca da Alma.
Leilão itinerante excepcionalmente hoje

— O que significa isso? Hoje não seria uma execução? — Disse Azemir.

— Estou tão perdido quanto você. — Disse Zorg.

— Bom, isso não muda o fato de que realmente temos algo incomum acontecendo no dia de hoje. Pode não ser uma execução, mas talvez os irmãos estejam aqui. — Disse Zafiryel.

— Concordo, e se eles estiverem lá, será muito mais fácil para nós compra-los do que se tivéssemos que lutar por eles. — Disse Agláxis.

— Também acho, vamos descer e nos misturar enquanto esperamos. — Disse Azemir.

Eles desceram do teto da casa onde estavam e se misturaram. Algum tempo depois o Patriarca e nove de seus doze Élderes chegaram até a praça acomodando-se em um lugar preparado especificamente para eles.

— Pai, eu não vejo o Patriarca a nove anos, desde a cerimônia do despertar, então eu posso estar enganado. Mas é impressão minha ou ele está tão jovem quanto naquela época? — Disse Zorg enquanto reparava em cada aspecto do Patriarca.

— Não exatamente igual àquela época, mas sim ele ainda continua com sua juventude intrigante. As medicinas mais potentes existentes para manter a juventude, podem rejuvenesce-lo no máximo vinte anos e não possuem efeito cumulativo. Mas no caso do Patriarca ele está pelo menos 55 anos mais jovem, é realmente fascinante e tentador saber que existe tal técnica de manipulação de Shakti, mas infelizmente, esta técnica é um segredo guardado a sete chaves por ele. — Disse Azemir.

— BOM DIA A TODOS! É UM PRAZER FINALMENTE PODER SER RECEBIDO POR ESTA MARAVILHOSA PROVÍNCIA LEÃO AZURE! — Disse o anfitrião do leilão de escravos em alto e bom tom, chamando a atenção de todos os presentes que conversavam.

— (Recebido uma ova, como ousam vir sem a minha permissão.) — Pensou o Patriarca.

As vestes deste anfitrião eram bem peculiares. Ele usava luvas brancas em suas mãos e no dedo anelas de sua mão esquerda havia um grande anel incrustado com um único e grande cristal vermelho. Em sua mão direita ele segurava algo que parecia ser ao mesmo tempo uma bengala e um cajado totalmente negro com uma pedra vermelha na ponta.

Ele usava uma túnica branca de seda por dentro de sua calça, que também era branca e de seda. Sobre a túnica ele usava um colete preto, além de um chapéu preto um pouco alto com duas argolas douradas em sua base.

Ele era jovem, tinha por volta de trinta anos, mantinha apenas a barba do queixo crescendo e aparava o resto, ela já media cerca de quinze centímetros. Ele usava uma grande argola vermelha em sua orelha direita e seus olhos eram de duas cores diferentes, o esquerdo era preto enquanto o direito era castanho claro.

— Patriarca, obrigado por vir, é uma grande honra! Agora que você está aqui, já podemos começar. — Disse o anfitrião enquanto se curvava para o Patriarca.

O Patriarca se levantou enquanto acenava com o braço e também se curvava.

— (Vai se ferrar otário.) — Pensou o patriarca enquanto sorria dando boas vindas ao anfitrião.

— Eu me chamo Naozaradan, e depois de viajar por todo o continente de Wyzigun, finalmente conseguimos a oportunidade de negociar com vocês, ilustres cidadãos e membros da nobreza. Nossa Guilda de Escravos é famosa por reunir escravos de todas as províncias em um só lugar, isso nos permite oferecer-lhes produtos da mais alta qualidade.

— Quer um homem forte para trabalhos pesados? Nós temos.

— Quer uma bela e rara serva ruiva para satisfazer todas as suas fantasias? Ora meus amigos é só pedir. A Guilda de Escravos Marca da Alma está aqui para lhes oferecer o melhor negócio pelo menor preço. — Disse o anfitrião em um tom que seduzia todos os que ouviam.

— Hoje, para comemorar o início de nossa parceria, nós trouxemos uma carga de sessenta escravos dos mais variados tipos e modelos.

— Senhor Tsung por favor, traga a primeira peça. — Disse Naozaradan.

— O quê?! — Exclamou Zorg espantado.

— O que foi irmão? — Perguntou Agláxis.

— Aquele homem… eu conheço ele. Ele era o 4º no comando dos Alquimistas de Gaia, nós fizemos uma aposta e depois que ele foi derrotado por mim ele foi obrigado a deixar a associação e não foi mais visto por ninguém. Mas eu jamais imaginaria que ele reapareceria logo aqui e logo nessa ocasião. — Disse Zorg com espanto.

— Hummmm… — Azemir cerrava os olhos enquanto analisava Tsung.

— Para começar, temos um jovem de apenas treze anos. Cabelos loiros, olhos azuis, uma face apresentável e físico aceitável. Vindo da tão distante região leste do nosso continente, que é banhada pelo oceano. Ele está no 8º Nível do Domínio Físico, além do fato de possuir o Shakti elemental da água, isso somado ao fato de ele ainda ser tão novo, o torna muito especial. Suas utilidades são quase ilimitadas podendo ser moldado a seu bel prazer.

— Os lances iniciais são de mil moedas de prata. — Disse Naozaradan.

— O preço está bom.

— Ele é uma gracinha não é mesmo? — Disse uma senhora.

Vários comentários começaram a surgir entre os muitos que assistiam.

— Duas mil moedas de prata! — Gritou uma mulher.

— Eu dou três. — Gritou um homem.

— Pago quatro! — Disse um ancião que estava mais ao fundo.

Todos permaneceram em silêncio.

— Quatro mil moedas de prata, dou-lhe uma…. Dou-lhe duas…

— CINCO MIL! — Exclamou a primeira mulher ao dar o lance.

— Esse é um belo lance, minha senhora. Cinco mil moedas de prata, dou-lhe uma… dou-lhe duas… dou-lhe três

  • TÁÁÁÁ *

— Vendido para esta linda e sábia senhora. — Disse Naozaradan enquanto dava uma piscadela para ela.

— Em seguida, temos este lindo exemplar. Lábios carnudos, pele negra e olhos penetrantes cor de mel. Vinda da região sul de nosso continente, ela é uma iguaria, uma exclusividade que poderá ser apenas de uma pessoa em toda esta província. Sendo o único exemplar que eu trouxe desta região, ela é uma peça única, aquele que a comprar, poderá se gabar de ser o único em toda a província em ter uma serva tão bela e exótica.

— Os lances iniciais são de sete mil moedas de prata. — Disse Naozaradan.

— Oito mil! — Gritou o ancião do fundo.

— Nove mil! — Gritou um jovem da nobreza.

— Dez mil! — Gritou um homem de meia idade.

— Onze mil! — Gritou o Décimo Segundo Élder.

— DEZESSETE MIL MOEDAS DE PRATA! — Gritou Menodor, o 4º Élder Leão Azure de forma opressora.

— Bosta! Quem vai competir contra o 4º Élder? — Sussurrou o jovem da nobreza.

— Dezessete mil, dou-lhe uma… dou-lhe duas… dou-lhe três.

  • TÁÁÁÁ *

— Vendido para o nosso ilustre 4º Élder Menodor. — Disse Naozaradan.

O leilão continuou a todo vapor por mais três horas e nada dos dois irmãos. Pessoas das mais diferentes etnias, culturas e regiões eram apresentadas pela Guilda de Escravos, até que em um certo momento…

— Senhoras e senhores, meu digníssimo Patriarca Leão Azure. As duas últimas peças deste leilão, são de fato, algo que não pode ser visto facilmente. Preparem seus olhos, ouvidos e principalmente seus tesouros particulares. Pois vocês estão prestes a ver os itens mais valiosos deste leilão.

— TSUNG TRAGAM-OS!

— Wooooooow! — A multidão exclamou. Todos ficaram empolgados, até o próprio Patriarca apertou os punhos de seu assento.

Do lado esquerdo de Tsung havia um jovem que aparentava ter seus dezessete anos. Ele era forte, robusto, muito musculoso para sua idade. Seus cabelos eram negros, lisos e longos batendo pouco abaixo de seus ombros. Seus olhos eram ferozes e exalavam rebeldia, quase não havia diferença entre olhar para ele ou para uma besta feroz. Ele usava uma armadura de batalha que realçava todo o seu físico e ferocidade, isso causava ainda mais efeito nos presentes.

Em contraste, do lado direito de Tsung havia uma linda jovem. Com uma pele macia e tão branca quanto a neve, dava a todos a impressão de que aquela era a primeira vez que os raios solares tocavam sua pele. Seus cabelos eram negros, tão negros quanto a mais escura das noites. Seus lábios eram carnudos e avermelhados, sua face era suave, ao olhar para ela qualquer um sentiria vergonha de sua inferioridade.

Ela vestia uma túnica cerimonial, além de estar maquiada e cheia de adornos. Seus olhos eram desenhados, parecendo ter sido esculpidos pelo mais talentoso escultor celestial, mas tinha um detalhe, eles eram desprovidos de vida. Seus olhos eram estáticos, como se nada do que estivesse à sua frente fizesse diferença, quem a olhava nos olhos, tinha a impressão de que ela era uma deusa que estava perdida no mais profundo abismo.

— São eles! Definitivamente são eles! — Exclamou Zorgnatron.


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