14 – Meu filho é virgem

13 – Definitivamente são eles!
30 de novembro de 2017
15 – Três irmãos
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14 – Meu filho é virgem

Assim que os dois apareceram, uma grande comoção tomou conta de toda a praça.

— Mas que guerreiro! — Disse um homem.

— Ele será uma grande adição na guarda de minha família. — Disse outro homem.

— Adoro olhares selvagens, ele me servirá muito bem. — Disse uma formosa mulher próxima ao palco enquanto mordiscava os lábios.

— Mas que beldade, nunca em toda a minha vida eu vi uma jovem tão bonita assim. — Disse um homem de meia idade.

— Ela definitivamente será minha, ela tem que ser minha. — Disse o jovem da nobreza.

— Seus olhos são sem vida, mas o que me importa é o corpo hehe. — Disse um velho gordo que estava sentado próximo ao palco.

— Vindos de lugar nenhum, estes dois irmãos foram pegos andando onde não deviam, mas sendo peças tão singulares e valiosas nós não podíamos mata-los, podíamos? — Disse Naozaradan.

— NÃO, É CLARO QUE NÃO! — Exclamou o jovem da nobreza.

— QUEREMOS DAR UM LANCE, DIGA LOGO O PREÇO! — Gritou o velho gordo.

— Calma meus amigos, calma. Ainda há mais que vocês precisam saber sobre eles.

— Este jovem rapaz se chama Aldebaran, possuindo o Shakti elemental da terra ele é sem dúvidas um exímio guerreiro, sua força e resistência são realmente incomuns, possuindo ótimas técnicas tanto de ataque quanto de defesa. E como se tudo isso já não fosse bom o suficiente, senhoras e senhores, eis aqui o verdadeiro motivo que o torna um servo tão valioso. Este jovem rapaz de apenas dezessete anos está no 3º Nível do Domínio Espiritual.

— Wooooooow!

— Isso sim é um servo de qualidade.

— É muito raro encontrar um servo de tão alto nível. — Todos ficavam cada vez mais entusiasmados para dar seu lance.

— Agora vamos para a cereja do bolo. — Disse Naozaradan quebrando a comoção.

— Esta linda jovem de pele clara e macia que parece ter sido feita pelos próprios deuses, se chama Sayuri. Possuindo o Shakti elemental da luz…

— Wooooooow!

— Uma serva da luz!

Imediatamente toda a praça entrou em êxtase, servas do atributo luz são muito raras de se encontrar. Devido a seu alto valor, geralmente elas são monopolizadas pela família imperial.

… Hehe…. Eu não terminei pessoal. Possuindo o Shakti elemental da luz, ela é verdadeiramente uma santa capaz de transformar seu irmão no mais feroz dos demônios, suas técnicas de cura e suporte são surpreendentes. Tendo apenas 18 anos, ela está assim como seu irmão no 3º Nível do Domínio Espiritual.

— Agora eu quero essa mulher! — Vários homens exclamaram.

— Definitivamente ela tem de ser minha!

— Uma serva tão bela e com tamanha habilidade só pode servir a nobreza. Sem sombra de dúvidas ela será minha. — Disse o jovem da nobreza.

Naozaradan continua:

— Devido a sua grande sinergia, nós decidimos vende-los como um pacote. Os lances iniciais são de cinco cristais celestiais!

— O quê? Como eles podem valer tanto?

— Cinco moedas de ouro equivalem a quinhentas mil moedas de prata, droga isso é metade de todo o dinheiro que eu consegui juntar em toda a minha vida. Que se dane, vou dar o lance, com eles tenho certeza que poderei fazer muito mais. — Pensou o jovem da nobreza.

— SEIS MOEDAS DE OURO! — Exclamou o jovem da nobreza.

— Bom, muito bom. Vejo que vocês sabem dar valor quando veem algo bom. — Disse Naozaradan todo sorridente.

— Eu pago sete! — Disse o velho gordo.

— Eu pago oito! — Disse o jovem da nobreza. — Seu gorduroso maldito, você não vai tirar minha deusa de mim. — Pensou o jovem da nobreza.

O velho cerrou seus olhos, olhou para o jovem e retrucou:

— PAGO DEZ MOEDAS DE OURO! — Cobre essa oferta agora seu verme ressecado. — Pensou o velho gordo.

— Do…. Doze, eu pago doze. — Disse o Jovem da nobreza. — Droga, isso é mais do que eu posso gastar. — Pensou o jovem enquanto rangia os dentes.

— Seus pobres imundos, seus lances envergonham a nossa família. EU PAGO CEM MOEDAS DE OURO! — Disse Menodor.

— Droga, quem vai competir contra o 4º Élder? Sigh… desgraçado, eu queria ela pra mim. — Pensou o velho gordo.

— Não, não, nããão! Nem se eu vender minha própria mãe eu não seria capaz de cobrir esse valor, deusa… minha deusa… está tudo acabado. — Pensou o jovem da nobreza enquanto saía da praça com os olhos cheios d’água.

Quando todos pensaram que não haveria mais lances, o Patriarca se levanta de seu assento desferindo um olhar ameaçador para Menodor e diz:

— Cento e uma moeda de ouro.

— Me… Me perdoe Patriarca, eu não fazia ideia que o senhor estava interessado. — Disse Menodor voltando a se sentar.

— Muito bom, vejo que o Patriarca tem um ótimo gosto. Com certeza eles terão um ótimo uso em suas mãos. — Disse Naozaradan.

— Cento e uma moedas de ouro, dou-lhe uma… dou-lhe duas…

— EU PAGO CENTO E CINQUENTA!

— Ooooohhhhhh!

— Isso é verdade? Tem alguém louco o bastante para ir contra o Patriarca?

Nesse momento Azemir se levanta jogando sua capa para o alto e caminhando em direção ao palco.

— Hummm… Isso está estranho. — Disse o Patriarca em voz baixa enquanto cerrava os olhos. — (Primeiro ele some do nada, agora reaparece também do nada. Ele não pode em hipótese alguma comprar esses dois.) — Pensou o Patriarca.

— DUZENTAS MOED…

— DUZENTOS E CINQUENTA! — Gritou Azemir.

— INSOLENTE! Como ousa ir contra nosso Patriarca e ainda por cima interrompe-lo em meio ao lance! — Esbravejou Menodor.

Azemir fez de conta que nem o ouviu permanecendo imóvel enquanto encarava Naozaradan.

— Heh, esse cara tem bolas. Isso vai ser interessante. — Pensou Naozaradan.

— NÃO ME IGNORE! — Gritou Menodor enquanto concentrava uma grande quantidade de Shakti e se levantava pronto para atacar Azemir.

— Menodor, senta. — Disse o Patriarca calmamente.

— Sim mestre. — Disse Menodor enquanto se sentava obedientemente.

— Duzentos de cinquenta, dou-lhe uma…

— Trezentos e cinquenta! — Gritou o Patriarca.

— Quatrocentos e cinquenta!

— Quinhentos!

— Seiscentos!

— Setecentos e vinte e cinco!

— MIL E QUINHENTAS MOEDAS DE OURO! — Gritou Azemir já sem paciência usando seu Shakti para propagar sua voz.

— AZEMIR! QUAL É O PROPÓSITO DISSO? Porque você quer tanto esses dois? — Esbravejou o Patriarca enquanto se levantava destruindo seu assento apenas com a pressão de sua aura.

— Hora Patriarca, não me leve a mal. Isso não é nada pessoal, acontece que meu filho Zorgnatron, ainda é virgem, e acredito eu que ela o proporcionará uma ótima primeira vez. — Disse Azemir em alto e bom tom de forma que todos os presentes ouviram.

HAHAHAHAHA

HEHEHEHEHE

HAHAHAHAHA

Toda a praça incluindo Agláxis caíram em risos, em todos esses anos esse foi o motivo mais idiota pelo qual já viram alguém gastar tanto dinheiro em uma disputa.

— Mas que merda foi essa agora pai, como que vou andar na rua de cabeça erguida de novo? — Pensou Zorg enquanto transpirava e estava tão vermelho quanto um pimentão.

— E eu que pensava já ter visto de tudo nesta vida Hehehe…. Ora, se quer dar a seu filho uma boa foda, leve-o a um bordel de luxo! — Gritou o velho gordo.

— Heh… ele é esperto, ele fodeu o filho, mas conseguiu quebrar toda a tensão que se acumulava pela praça. — Pensou Naozaradan dando um sorriso de lado.

O Patriarca permaneceu calado observando Azemir de cima a baixo.

— (Maldito, você pensa que me engana? Você com certeza deve saber de algo.) — Pensou o Patriarca.

— Eu pago duas mil! — Gritou o Patriarca.

— Quatro mil!

— Cinco mil!

— Dez mim!

— Vinte mil!

— Quarenta mil!

Todos na praça estavam sem ar, nunca imaginariam que uma simples disputa de escravos tomaria tamanha proporção. O Patriarca mal se segurava em seu Lugar, alguns Élderes um pouco mais fracos não aguentaram permanecer ao seu lado, enquanto os poucos que permaneciam em seu lugar mal se aguentavam, tamanha era a pressão exercida pelo Patriarca.

— Azemir, é melhor você se colocar em seu lugar. — Disse o Patriarca enquanto rangia os dentes e cerrava os punhos. — CINQUENTA MIL MOEDAS DE OURO!

O Patriarca já estava em seu limite, não é que ele não teria dinheiro suficiente para continuar cobrindo as apostas. O problema era que isso já estava se tornando ridículo de mais, qualquer um que ganhasse o leilão nesse momento se tornaria motivo de piada por um bom tempo. Orgulhoso como o Patriarca é, ele não pode se permitir a gastar muito mais do que isso.

— Cinquenta mil, dou-lhe uma…. Dou-lhe duas…

— CEM MIL MOEDAS DE OURO! — Exclamou Azemir.

  • BOOOOMMMM *

Uma grande explosão foi ouvida assustando a todos os presentes. O lugar que foi preparado para receber o Patriarca e os Élderes estava completamente destruído, alguns Élderes foram jogados para longe devido à explosão, enquanto o Patriarca em sua fúria havia desaparecido.

— (Heh… Acho que eu ganhei essa e um inimigo veio de brinde.) — Pensou Azemir enquanto sorria.

— Cem mil Moedas de ouro, dou-lhe uma…. Dou-lhe duas…. Dou-lhe três.

  • TÁÁÁÁ *

Vendido para este ilustre senhor chamado Azemir.

— Azemir seu maldito, você deve estar tirando dinheiro do rabo para dar um lance desse apenas em um casal de escravos. — Disse Menodor em voz baixa enquanto se retirava.

— Uffa, conseguimos. — Disse Zorg Aliviado.

— É, mas temo que seja agora que vão começar nossos problemas. — Disse Agláxis.

— Porquê? — Perguntou Zorg.

— Você quase não viveu aqui então você não conhece o Patriarca muito bem. Mas da mesma forma que ele preza pela sua boa forma física, ele preza pela sua imagem que é passada pelos outros, e nós acabamos de desafia-lo e derrota-lo em frente a todos do mais alto escalão de nossa província, com certeza ele vai querer tirar saitis….

— Zorgnatron meu filho, venha cá! — Gritou Azemir de cima do palco interrompendo a conversa dos dois.

— (Cacete pai! Você não vai me fazer passar por isso vai?) — Pensou Zorg enquanto fingia não ter ouvido.

— Não temos o dia todo Zorg! Venha logo receber seu presente! — Gritou Azemir mais alto ainda.

HAHAHAHAHA

HEHEHEHEHE

HAHAHAHAHA

Todos riram novamente. Enquanto Zorg se dirigia em direção ao palco todos o olhavam, apontavam e comentavam sobre ele. Para alguns ele era motivo de risos, outros sentiam vergonha alheia devido ao ridículo que ele estava passando, mas da grande maioria, os olhares dirigidos a ele eram de pura inveja.

— Estou aqui pai. — Disse Zorg olhando para os próprios pés.

— Ótimo. Por favor Naozaradan, entregue-os a ele. — Disse Azemir.

— Rapaz, até eu sinto inveja de você. Quem me dera se na época em que eu tinha a sua idade meu pai me desse uma serva dessas para eu aprender sobre as delícias da carne. — Disse Naozaradan com um olhar extremamente lascivo.

— Se você encostar um dedo se quer em minha irmã, eu juro que farei com você tudo o que você fizer com ela! — Disse Aldebaran de forma ameaçadora.

Ao se deparar com a ameaça de alguém do porte físico de Aldebaran, Zorgnatron instintivamente trava a bunda e começa a suar. Não que ele fosse um covarde, mas a diferença de poder entre os dois era gritante, ele não teria nem chances de se defender.

— Hahaha… — Naozaradan ri maldosamente. — Não se preocupe garoto, todos os nossos escravos recebem uma marca da alma que só o comprador é quem pode desfaze-la ou modifica-la. Fique tranquilo.

Assim que terminou de falar, Naozaradan fez alguns selos de mãos e um símbolo começou a brilhar na testa dos dois irmãos. Logo em seguida ele encostou o dedo indicador entre as sobrancelhas de Zorg e estava feito, todas as informações sobre o selo incluindo a forma de controla-lo e cancela-lo foram passadas para Zorg.

Ao mesmo tempo, Aldebaran perdeu toda a sua selvageria e não mais resistia o aperto de Tsung, quanto a Sayuri, ela permaneceu tão sem vida quanto antes.

— Tsung por favor, entregue-os para o seu novo mestre.

Élder Tsung permaneceu imóvel, o garoto que antes havia acabado com a sua reputação e era o motivo de ele ter abandonado os Alquimistas de Gaia e se tornado um membro da Guilda de Escravos, além de estar bem na sua frente, ele tinha acabado de comprar uma das mais belas jovens que até ele mesmo já tinha visto. Tsung estava prestes a vomitar sangue a qualquer momento.

— Tsung, o que há com você? Estamos diante de nosso melhor cliente desta província, não me faça repetir.

— Sigh… Moleque miserável, eu ainda vou te matar. — Repetia Tsung para si mesmo enquanto caminhava em direção de Zorg e seu pai.

— Olá Elder Tsung, a quanto tempo! Obrigado por traze-los, pode deixar que farei bom uso deles. — Disse Zorg de sarcasticamente.

Elder Tsung puxou uma boa quantidade de ar, virou as costas e entrou na carruagem sem dizer uma palavra.

— Me desculpem, ele é novo. Ainda tenho de ensina-lo as etiquetas que um mercador deve ter. — Disse Naozaradan.

Com a negociação concretizada, todos partiram.

— Agláxis, quero que você os siga a distância e veja se eles farão algo fora do comum. Alguma coisa não está certa. — Disse Azemir.

— Sim pai, pode deixar.

— Não vá muito longe, siga-os até a fronteira de nossa província e mantenha sempre os olhos abertos, tentei quebrar um pouco do clima, mas podemos ter chamado mais atenção do que queríamos.

— Sim senhor. — Respondeu Agláxis enquanto se retirava.

Um pouco mais tarde em uma estrada

— Senhor, estamos sendo seguidos. — Disse Tsung.

— Huh, então no fim das contas eles devem suspeitar de algo. — Respondeu Naozaradan enquanto sorria.

— O senhor quer que eu faça algo a respeito?

— Não, não precisa. Já fizemos tudo o que tínhamos de fazer por aqui, por ora deixe-o apenas nos seguir.

— Sim senhor.

Naozaradan ri maldosamente enquanto pega o seu T.T¹ (Teleportador de texto) e escreve uma mensagem para alguém:

Naozaradan: Estou sendo seguido, pelo visto você não é tão esperto quanto eu pensava.

Resposta de alguém: Você não devia ter vindo.

Naozaradan: Ora, é você quem devia ter controlado essa sua obsessão por sangue e ter chamado menos atenção.
Mas você além de ser fraco não conseguiu nem se controlar durante todos esses anos.

Resposta de alguém: E por um acaso eu coloquei vocês em risco alguma vez?
Sinceramente, eu é que não entendo o porquê de seu mestre não ter me aceitado ainda.

Naozaradan: Você ainda pensa pequeno demais e isso é perigoso.
A técnica que te passamos anos atrás é apenas uma amostra do vasto conhecimento de meu mestre.
Você poderá ser e fazer muito mais estando conosco, mas ainda precisa mostrar que é de confiança.

Resposta de alguém: Desgraçado, e não é isso o que eu venho mostrando ser todos esses anos?

Naozaradan: Kkkkkk que seja, não se exalte. O motivo de eu ter aparecido, foi justamente este.
Meu mestre me pediu para fazer o relatório final sobre você e levar para ele.

Resposta de alguém: E qual será sua resposta a ele?

Naozaradan: Você saberá quando chegar a hora.

Resposta de alguém: Bastardo!

Naozaradan: Quanto a eles, o que você pretende fazer? Vai mata-los também igual aquele velho de nove anos atrás?

Resposta de alguém: Agirei conforme a situação.

Naozaradan: Ótimo, finalmente está começando a pensar como nós.
Não seriamos uma organização secreta se agíssemos sem pensar.

Resposta de alguém: Obrigado!

Naozaradan: Morte aos fracos.

Resposta de alguém: Morte aos fracos.

Enquanto segue viagem, Tsung entrega um cálice contendo pelo menos meio litro de sangue. Naozaradan recita um tipo de mantra e assim que ele termina, todo o sangue se transforma em névoa e entra em suas narinas.

— Aaaahhhhh que revigorante!

1: Citado no final do Capítulo 04 o T.T é um aparelho desenvolvido pela Guilda Tecnológica Ferro Negro. Desde que você tenha o código de identificação de outra pessoa que também possua o T.T, é possível escrever textos e teleportalos diretamente para o T.T destinatário, não importa a distância.

 


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