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20 – Conhecimento é poder!

Camapanha: Ajudem Zorg a ter um rosto! MC sem imagem não é MC, está esperando o quê? Venha ajudar você também! (Por favorzinho)

Atenção! Esta não é uma campanha mensal! E sim uma campanha com prazo determinado, onde todos vocês contribuirão apenas uma única vez, e sabem o que vocês ganham com isso?

A imagem original do MC + a de todos os personagens que forem criados através desta campanha em HD direto no seu e-mail!

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajudem-zorg-a-ter-um-rosto
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— NÃO VAI FALAR NADA?! — Esbravejou Azemir.

  • POOOWWW *     * CLOKXXX, CLOKXXX *

Azemir, sem o mínimo de piedade, chutou violentamente Aldebaran nas costelas. Um único chute foi capaz de levantá-lo a trinta metros de altura. Aldebaran estava com duas costelas quebradas.

— Vish… — Expressou-se Zorg.

— Que foi? — Perguntou Popurou.

— Meu pai começou a treinar ele. — Disse Zorg suando frio.

— Isso não me parece um treinamento, parece mais um espancamento popurou. — Disse Popurou.

— Heh, você não tinha nascido ainda (sorte a sua), mas meu pai só fica violento assim quando está treinando alguém. Pra falar a verdade, ele não era assim antes. Mas por algum motivo, depois que eu despertei, ele mudou totalmente sua forma de nos treinar.— Disse Zorg.

— ATÉ QUANDO VOCÊ VAI FICAR NESSA FRESCURAGEM…!

  • POOOOOWWWWW *

… DE QUE É O ÓDIO QUEM TE CONTROLA?!

  • POOOOOWWWWW *

Aldebaran era atingido sem piedade, sempre quando estava prestes a cair no solo, Azemir o arremessava novamente para o alto com um soco em seu estômago.

— ATÉ QUANDO VOCÊ VAI DEIXAR AS PESSOAS AO SEU REDOR…!

  • POOOOOWWWWW *

… SOFREREM AS CONSEQUÊNCIAS POR SUAS AÇÕES DESNECESSÁRIAS?!

  • POOOOOWWWWW *

— É ASSIM QUE VAI VINGAR A SUA IRMÃ?!

  • POOOOOWWWWW *

— É ASSIM QUE PRETENDE SALVAR SUA OUTRA IRMÃ?! — Azemir ao mesmo tempo que atacava fisicamente Aldebaran arremessando-o ao ar, fazia de suas palavras um espada afiada que perfurava cada vez mais sua alma.

A cada soco que Azemir dava, era emitido impulsos elétricos diretamente no sistema nervoso de Aldebaran, impedindo assim que ele desmaiasse. Aldebaran sentiu cada golpe e ouviu cada palavra.

Ao ouvir a última sentença dita por Azemir, um traço de determinação passou pelos olhos de Aldebaran, sua feição tornou-se calma, apenas com traços de dor. Rapidamente ele começou a concentrar uma grande quantidade de Shakti da terra ao seu redor transformando-o em argila.

— Heh, vou regular meu Shakti ao seu nível e ver do que é capaz. — Disse Azemir.

— ( Então ele pretende isolar a minha eletricidade usando argila. Heh, parece que finalmente, algo entrou na cabeça dele.) — Pensou Azemir.

Enquanto caía, a argila ia se condensando e tomando forma a uma velocidade insana, rapidamente ela se tornou na cópia exata de Aldebaran.

Cópia Elemental da Terra: Sósia de Argila! 

Azemir observou pacientemente Aldebaran e seu clone aterrissarem.

— Vamos garoto, me mostre o seu poder! — Disse Azemir enquanto acenava com sua mão direita sinalizando para Aldebaran fazer o primeiro movimento.

Sem dizer uma palavra, Aldebaran e seu clone de argila, começaram a se mover na direção de Azemir. Aldebaran pela esquerda e o clone pela direita, os dois estavam indo com tudo.

Ao se aproximarem, centenas de estalagmites surgiram sob os pés de Azemir e na região ao seu redor, ao mesmo tempo que Aldebaran as controlavam, seu clone dava início a uma torrente de ataques, centenas de estalactites tão grandes quanto uma lança, voavam em direção de Azemir como se fossem uma chuva de flechas, escurecendo o céu.

— Vai precisar mais que isso se quiser me pegar, garoto! — Disse Azemir enquanto focava sua atenção em desviar das estalactites.

Enquanto Azemir se desviava das estalactites, o clone com um forte impulso saltou na direção de Aldebaran que, de forma sincronizada, com o impulso de um rodopio, arremessou o clone na direção de Azemir a uma velocidade incrível.

Azemir, que possuía seus nervos treinados para a batalha, sentiu sua orelha esquerda se mexer ao detectar um zumbido desconexo do campo de batalha vindo em sua direção.

— (Heh, um ataque direto hein? Vamos ver do que seus punhos são capazes.) — Pensou Azemir enquanto se preparava para encarar o golpe de frente.

Punho com punho, estavam prestes a se chocar quando as pupilas de Azemir se contraíram. Em uma fração de segundo, o punho do Clone de Argila, havia se tornado em uma lâmina de cerâmica extremamente afiada.

— (DROGA!) — Pensou Azemir. Imediatamente, seus olhos emitiram uma luz dourada, e como que num instante, ele estava a duzentos metros atrás da sua antiga posição.

— Viu o que acontece quando você decide pensar antes de agir, garoto? — Disse Azemir enquanto sorria.

— Ué, por que o nosso pai está treinando esse cara? — Perguntou Agláxis.

— É uma longa história. Basicamente, eu o libertei, e após alguns acontecimentos, ele queria sair e matar Naozaradan sem pensar nas consequências. Daí, o pai está dando uma lição sobre “consequências” pra ele. — Disse Zorg respondendo naturalmente, enquanto prestava a atenção na luta.

— Ah, entendi. Ele já quebrou alguma coisa? — Perguntou Agláxis.

— Parece que a costela. O pai tá pegando leve ainda. — Respondeu Zorg, ainda sem tirar os olhos da luta.

— Ele até que está se saindo bem. — Disse Agláxis.

— É…

— Agláxis!? Quando você chegou aqui?! — Disse Zorg surpreso, além de nem ter percebido seu irmão chegar, em seu interior, ele estava muito preocupado com ele.

— Caramba! Eu pensei que íamos ter que te resgatar ou algo assim. Que alívio! — Disse Zorg enquanto se escorava no ombro do irmão.

— E por que você estava pensando isso? Eles sequer suspeitaram que eu estava os seguindo. — Disse Agláxis, meio que insatisfeito.

— Depois o pai ou a mãe te explica. Por ora, vamos continuar assistindo o treinamento. — Disse Zorg enquanto voltava a prestar a atenção na luta dos dois. Ele fazia questão de analisar cada segundo da luta e cada movimento que ambos faziam, Zorg não estava assistindo a luta, ele estava estudando como lutar.

Azemir estava com os braços e mãos unidos e esticados sobre a cabeça enquanto uma violenta energia corria ao seu redor.

— Agora, garoto, existe um preceito básico que vou lhe ensinar. Se você não quiser morrer no futuro, trate de não esquecê-lo. — Disse Azemir enquanto arqueava os braços, abrindo-os. Enquanto abria os braços, cinco esferas condensadas com o mais puro Shakti elétrico flutuavam sobre Azemir.

Flagelo Celestial do Relâmpago!

 As esferas partiram loucamente em direção a Aldebaran. Percebendo as intenções de Azemir, Aldebaran de antemão havia preparado seu clone para se solidificar em cerâmica e saltar a sua frente, dando a ele tempo de fugir. Enquanto Azemir permanecesse no 3º Nível do Domínio Espiritual ele estava seguro. Afinal de contas, a cerâmica é um isolante elétrico.

Assim que as esferas elétricas se aproximaram, o clone de argila se solidificou tornando-se um clone de cerâmica, ele estava pronto para isolar e parar o ataque de Azemir.

  • Crash! Praaa!*

  • Crash! Praaa!*

  • Crash! Praaa!*

  • Crash! Praaa!*

Quatro esferas atingiram o clone em cheio, quebrando-o em mil pedaços. Para ser exato, em mil e um pedaços.

Aldebaran nem teve tempo de pensar, a quinta esfera explodiu entre o seu quadril e coxa esquerdo.

— AAAAARRRRRGGGGGHHHHH!

— AAAAARRRRRGGGGGHHHHH!

— AAAAARRRRRGGGGGHHHHH!

Aldebaran gritava e se revirava de dor, metade de sua coxa estava carbonizada, preta e com rachaduras de sangue.

— Vai gritar e chorar agora? — Disse Azemir, parando de braços cruzados ao lado de Aldebaran.

— VIRA HOMEM E ENGOLE ESSE CHORO! SE VOCÊ ESTIVESSE EM UM CAMPO DE BATALHA ERA ISSO O QUE VOCÊ IRIA FAZER?! ROLAR E CHORAR NA FRENTE DO INIMIGO? PATÉTICO! — Gritou Azemir de forma bastante enérgica.

Um traço de perseverança passou pelos olhos de Aldebaran enquanto ele cerrava os dentes e não gritava mais.

— Bom… Muito bom, é isso aí! Não demonstre fraqueza a seu inimigo, mesmo diante da morte. Agora garoto, quanto ao preceito básico, preste bem a atenção: — Dizia Azemir de forma calma, enquanto se agachava ao lado de Aldebaran.

— Para derrotar o seu inimigo, você não precisa ser mais forte que ele. Você precisa ser, mais poderoso do que ele. Você está repleto de força, mas é escasso em poder. Se você quer derrotar Naozaradan, você ainda precisa crescer muito. Nem mesmo eu fui capaz de sentir o Nível de seu Shakti. Ele pode tanto ter usado alguma técnica e escondido muito bem o Shakti, ou ele é simplesmente muito mais forte ou poderoso do que eu. Mas o segredo não está na força, e sim está no poder. Você sabe a diferença entre força e poder, garoto? — Perguntou Azemir enquanto se levantava.

Com dificuldades devido a dor, Aldebaran acena a cabeça negativamente.

— Quero que você preste bastante atenção, Zorg, pois assim como ele, você também precisa aprender. E ele é o melhor exemplo da diferença entre “poder” e “força” que eu posso te dar.

— Aldebaran é pura força. Apesar de novo, possui fortes músculos e já esta no 3º Nível do Domínio Espiritual. Porém, mesmo me nivelando ao nível dele, eu ainda fui capaz de deixá-lo nesse estado, sem muito esforço, e sabe o porquê?

— … Conhecimento. — Disse Azemir fazendo uma pausa.

— CONHECIMENTO É PODER! CONHEÇAM O INIMIGO, CONHEÇAM O CAMPO DE BATALHA E, O MAIS IMPORTANTE: conheçam a si mesmos. — Disse Azemir, terminando a frase em um tom solene.

— Se você conhecer o seu inimigo, você saberá de seus pontos fortes, mas também de seus pontos fracos. Se você conhecer o campo de batalha, você poderá tirar proveito de tudo o que está ao seu redor. E se você conhecer a si mesmo…

— Você saberá de seus limites, poderá investir em novas técnicas e não apenas em uma só. E, por fim, você e o seu Shakti serão apenas um. — Disse Zafiryel enquanto caminhava com Sayuri na direção de Azemir.

— … Amor, você cortou toda a minha onda! Eu que tinha que ter terminado a frase. — Disse Azemir em tom de protesto e ressentimento.

— Huhuhuhu, desculpe querido, eu não resisti. — Disse Zafiryel enquanto voltava o olhar para Aldebaran.

— Vocês dois tem um imenso potencial, mas carecem em saber como explorá-los. Se quiser, podemos lhes apontar um caminho. — Disse Zafiryel enquanto ela e Sayuri começavam a tratar dos ferimentos de Aldebaran.

Enquanto Aldebaran se recuperava em seu quarto, todos conversavam enquanto jantavam. Apesar da preocupação acerca de Agláxis, ele relatou tudo de forma tranquila e assegurou que não perceberam sua presença, ele foi uma verdadeira sombra no meio deles. Mais tarde, sua mãe contou-lhe a respeito do que tinha acontecido com Sayuri e seu irmão. Isso o fez entender os acontecimentos de mais cedo quando ele havia chegado.

Na manhã seguinte, graças ao tratamento de Zafiryel e Sayuri, somado aos efeitos das pílulas de alto nível que Zorg havia criado, Aldebaran já estava de pé, tomando o café da manhã com todos. Entretanto, Zorg estava fora do habitual. Desde que havia levantado, sua expressão estava séria e distante, ele praticamente não havia falado desde que acordou.

— O que foi, filhote? — Perguntou Zafiryel a Zorg.

Porém, Zorg não respondeu. Ele estava perdido em seus pensamentos.

  • SLACK *

Popurou apareceu de repente, dando uma linguada dentro do ouvido de Zorg, fazendo com que ele voltasse a si.

— A Deusa está falando com você. Responda a ela, por favor. — Disse Popurou.

— De-deusa, que deusa? Ah! Desculpe mãe, o que você disse?

— Oowwnnt! Ele é tão fofinho, me chamando assim de deusa. Vem cá vem, Popurou!

Com uma expressão satisfeita por ver seu plano ser bem sucedido, Popurou salta do ombro de Zorg para Zafiryel. Entretanto, tudo, inclusive seu salto, foi premeditado, ele estava saltando rumo aos peitos de Zafiryel.

— (Vai sonhando, vacilão!) — Pensou Zorg. — Retornar! — Disse Zorg, enquanto esticava uma de suas mãos na direção de Popurou.

Quando Popurou estava prestes a encostar nos macios e cheirosos seios de Zafiryel, ele simplesmente desaparece.

— AH, QUAL É MESTRE! VAI POR O PÉ NA MINHA JANTA AGORA!? — Dizia Popurou extremamente revoltado, sua pele estava completamente vermelha de raiva.

— Janta? Que janta? Ela é minha mãe, você tá ficando maluco?! Ela é minha mãe! — Disse Zorg dentro de si.

— Eu não ia fazer nada, foi ela quem me chamou popurou! — Exclamou Popurou.

— Você acha que eu sou trouxa, é? — respondeu Zorg.

— E você acha que eu não teria meios de sair desse lugar? Não se esqueça que eu tenho um trono aqui também, popurou! — Retrucou Popurou.

— E você acha que eu fiquei todo esse tempo sem estudar o meu? Cai dentro, eu quero ver do qu…

— ZOOOORG! — Gritou Zafiryel pela quarta vez.

— Que foi mãe, não precisa gritar. — Respondeu Zorg, ainda meio alterado devido a discussão com Popurou.

— Como não precisa gritar? Precisei te chamar quatro vezes seguidas para que me respondesse! O que está acontecendo? Você está muito avoado hoje, meu filho. — Disse Zafiryel com uma expressão preocupada, Azemir apenas observava.

  • Uuuuuuhhaaaaa * (Suspiro)

— É que, desde que eu ouvi o que meu pai disse sobre força e poder, eu venho pensando em minha habilidade. E nada antes fez tanto sentido como o que ele disse. Aquilo que o ancião falou sobre tudo estar no vazio, e o vazio estar em todo lugar, isso somado aos pedestais onde cada um representa um dos elementos, eu acho que eu finalmente entendi.

— O vazio se encaixa em tudo, e tudo se encaixa no vazio. E eu sou capaz de compreender o vazio e suas propriedades.

— Em outras palavras, quanto mais contato eu tiver com tudo o que existe nesse mundo, quanto mais eu conhecer coisas novas, mais forte eu poderei ficar.

— Conhecimento é poder!

— Essa frase para mim se encaixa da forma mais literal possível!

— Foi só porque eu entrei em contato com o Shakti da minha mãe, e passei a conhecer os atributos da luz, que Popurou e eu fomos capazes de salvá-la naquele dia. E hoje, eu posso realmente usar técnicas de baixo nível do atributo da luz, sejam elas de cura ou de suporte. E digo mais: depois que os Pilares da Luz e do Trovão Primordial passaram a armazenar os seus respectivos Shaktis, eu sinto que eu posso evoluir qualquer um deles igualmente, contanto que eu continue entrando em contato com os seus atributos e os conhecendo ainda mais, é como se eu fosse proficiente em qualquer um dos dois elementos. E eu acredito que o mesmo vale para os outros pedestais. — Ao dizer essas últimas palavras, Zorg direciona seu olhar para Aldebaran, como se estivesse interessado em algo.

— Quê? — Disse Aldebaran com uma cara de quem não estava entendendo nada, com a boca cheia de comida, alheio ao pequeno discurso.

— Que tal irmos lá pra fora hehe. — Zorg estava com uma cara de quem estava tramando algo.

 


 

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